Fundação Cultural Cassiano Ricardo

“Deu branco, é sinal que estou vivo”, disse o ator Luís Melo ao esquecer a sequência do espetáculo “Ausência”. O incidente não tirou o brilho da última noite da 28ª edição do Festivale, nesse domingo (15), no Teatro Municipal de São José dos Campos.

O público lotou o local para assistir a esse grande nome do cenário das artes cênicas do Brasil. A estudante Gláucia da Silva de Farias era a primeira da fila de entrada do teatro. Ela chegou às 18h30 para garantir o ingresso. “Eu li a crítica e me empolguei, dizia que era muito boa”, comentou a estudante, que assistiu a outras 15 peças durante o festival.

Por meio da técnica de teatro do gestual, sozinho no palco com apenas a companhia de um peixe, Melo mostrou a solidão de um homem que vive na caótica Nova York de 2036. Morando no alto de uma torre, o personagem observa as transformações na cidade, com energia racionada e escassez de água, criando o mundo imaginário dele.

O espetáculo “Ausência” foi uma das mais de 150 atrações desses 11 dias de Festivale, que começou no dia 5. Com o tema “Teatro para se viver: celebração”, a organização também trouxe o ator, músico e diretor Antônio Nóbrega, o grupo Circo Branco com o “Auto da Paixão”, a teatróloga e pesquisadora russa Elena Vássina, o grupo Andaime, entre outras atrações.

O aposentado Sebastião Teixeira Bartoli elogiou a iniciativa. “É um incentivo para que a população frequente mais o teatro e conheça a nossa cultura”, comentou. Quem compartilhou a mesma opinião foi a recepcionista Karina Martins, que participou efetivamente do Festivale prestigiando oito espetáculos. “Vi muita coisa boa nesses dias. É uma oportunidade para a população se divertir e adquirir mais cultura”, disse ela.

O Festivale foi realizado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) em parceria com a Oficina Cultural Altino Bondesan, com o SESC, com o Projeto Adhemar Guerra, Secretaria Estadual de Cultura, pontos de cultura, entre outras instituições.

Um dos objetivos dessa edição foi a descentralização das atrações, apresentadas em teatros, praças, parques, espaços culturais e escolas de todas as regiões de São José dos Campos e dos distritos de São Francisco Xavier e Eugênio de Melo.

“Nossa meta para as próximas edições é manter a relação e o envolvimento dos grupos de São José dos Campos na dinâmica do festival”, disse o coordenador do Festivale, Wangy Alves. Ele pretende também fomentar a reflexão do fazer teatral no município e em todo o país por meio desse evento.

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